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A RESPOSTA NUNCA É CERTA QUANDO A PERGUNTA É ERRADA.

E aí pessoal! Ao ler o título deste texto muitos irão dizer: ”há tá, agora o Bandeirinha quer dar uma de filósofo”! Não se trata disso minha gente. Sempre percebi que na praia quando o mar oferece algum perigo, antes de entrar a pessoa se faz a seguinte pergunta: “será que dá para eu entrar?”. Quando a pergunta certa deveria ser: “será que dá para eu sair?”.
Na praia de Copacabana há sempre várias equipes de salva-vidas experientes cuidando de você, mas, embora seu serviço impecável tanto no resgate como na prevenção diminua o risco de óbitos, por causa daquela pergunta feita de forma errada, estes não chegam à zero.
Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, o maior número de ocorrências, não acontece quando o mar promove aquelas ondas “Tsunâmicas” e cinematográficas. Na verdade os afogamentos têm mais incidências justamente quando cabe nossa já exaustiva e velha pergunta errada citada aqui.
A equipe do GMAR-RIO que está sempre reciclando seu trabalho, tanto no que tange a prevenção como ação de salvamentos sempre esbarra na falta de colaboração do banhista. Eu em meu trabalho como ambulante de praia, já presenciei vária vezes a não observância de suas orientações, usando até o direito de ir e vir para desobedecer irresponsavelmente quem estaria resguardando seu bem estar. Por isso resolvi trazer este assunto à baila. A seguir vocês terão informações que creio eu ajudarão a tornar sua praia mais segura, e também transformá-los em colaboradores, pois, garanto-lhes que estas lhe serão úteis e basta que todos usem sua atitude cidadã passando adiante.

O quê é?
Uma percepção comum é que estas correntes puxam nadadores para debaixo d’água; na realidade, elas são correntes fortes e estreitas que fluem para longe da praia. Essencialmente, elas são rios dentro do mar, segundo a maioria dos especialistas.
Ondas quebrando são os ingredientes chave para todas as correntes de retorno. Se não houver ondas quebrando, não haverá correntes de retorno. O risco de se deparar com correntes de retorno é determinado por muitos fatores, incluindo o tempo, as marés, as variações locais na forma da praia e como ondas quebram na costa. Algumas praias podem ter corrente assim quase todo o tempo, enquanto outras praias quase nunca veem estes fluxos perigosos.

Como se formam?
As correntes de retorno variam em tamanho, largura, profundidade, forma, velocidade e potência. Elas são formadas, geralmente, da seguinte maneira: Quando as ondas quebram, elas empurram a água acima do nível médio do mar. Uma vez que a energia da água é despendida, a água que ultrapassou aquele nível médio é empurrada de volta pela força da gravidade. Quando ela é empurrada de volta, contudo, mais ondas podem continuar a empurrar mais água acima daquele nível médio, criando o efeito de uma barreira transitória (temporária). A água de retorno continua a ser empurrada pela gravidade, e procura o caminho de menor resistência. Este pode ser um canal submerso na areia ou a areia ao lado de um quebra mar ou píer, por exemplo. Como a água de retorno se concentra nesse canal, ela se torna uma corrente movendo-se para dentro do mar. Dependendo do número de fatores, esta corrente pode ser muito forte. Algumas correntes de retorno dissipam muito próximo à praia, enquanto que outras podem continuar por centenas de metros. É importante notar que as ondas não quebrarão sobre um canal submerso. Além disto, a força de uma corrente de retorno movendo-se para dentro do mar num canal tende a diminuir a potência das ondas que entram.

Como reconhecê-las?
Sinais e características das correntes de retorno
1. Água marrom e descolorada, devido à agitação da areia do fundo, causada pelo retorno das águas;

2. Água com tonalidade mais escura, devido à maior profundidade, sendo atrativas para banhistas desavisados;

3. Água mais fria após a linha de arrebentação, significando o retorno de águas mais profundas;

4. Ondas quebram com menor frequência ou nem chegam a quebrar, devido ao retorno das águas e à maior profundidade;

5. Local onde ocorre a junção de duas ondas provindas de sentidos opostos;

6. Local por onde o surfista experiente geralmente entra no mar;

7. Nas marés baixas, formam ondas do tipo buraco, alimentadas pela água em seu retorno;

8. Pequenas ondulações na superfície da água, causando um rebuliço, em virtude da água em movimento (pescoço da vala);

9. Espuma e mancha de sedimentos na superfície, além da arrebentação, onde a vala perde a sua força (cabeça da vala);

10. Ocupação de uma faixa maior de areia, devido ao maior volume de água, provocando uma sinuosidade ao longo da praia (boca da vala);

11. Escavações na areia, formando cúspides praias em frente às valas;

12. Perpendiculares à praia, podendo apresentar-se na diagonal;

13. Delimitam ou são delimitados por bancos de areia;

14. Mais difíceis de serem identificadas em dias de vento forte e mares agitados;

15. Mais evidentes em marés baixas;

16. Perda da força de 5 a 50 metros após a linha de arrebentação;

17. Composição em três partes: boca ou entrada, pescoço e cabeça;

Espero que tenham gostado dessas informações, não se esqueçam de quê além de tê-las será sempre bom divulgá-las. Lembrando sempre que onde houver serviço de salvamento, sempre será mais seguro informar-se com os salva-vidas.
E por fim, tenham consigo a velha frase de domínio popular que diz! “Os acidentes não acontecem, são provocados”!

Simbora galera!

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1 comentário
  1. Samara Diz

    Adorei Bandeirinha.Continue nos informando.

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