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Salgueiro faz um belo desfile e levanta o público na Sapucaí!

 

Quarta escola de samba a desfilar na primeira noite de exibições no sambódromo do Rio de Janeiro, o Salgueiro exaltou Xangô, divindade cultuada pelas religiões de matriz africana trazidas ao Brasil pelos escravos, como o candomblé. Foi o primeiro desfile da escola do Andaraí (zona norte do Rio) sob a atual direção .
O competente carnavalesco Alex de Souza, que estreou no Salgueiro em 2018 conquistando o terceiro lugar, mais uma vez criou fantasias e alegorias luxuosas e muito bem acabadas.
A empolgação fez com que a escola atravessasse a avenida no limite de 1h15, para o azar dos integrantes que aguardavam com apreensão pela passagem dos últimos carros já na área de dispersão.
Mas, para Souza, “o tempo foi justo como Xangô”, brincou ele, em referência ao orixá das religiões afrobrasileiras, “justiceiro da nação nagô”, como traz o samba do Salgueiro. Nessa linha de defesa de direitos, os integrantes da última ala exibiram bandeiras contra a discriminação às minorias.

Além de contar a origem africana de Xangô, o enredo mostrou seus correspondentes no catolicismo, como são Jerônimo, são João Batista e são Pedro.
O desfile também fez diversas referências à Bahia, berço do sincretismo religioso no Brasil, e ao enredo apresentado pelo Salgueiro há 50 anos – em 1969 a escola conquistou o quarto título de sua história com uma homenagem à Bahia, em enredo desenvolvido por Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. Parabéns a toda comunidade do Salgueiro que cantou até o final.

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