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SALVO “CÃODUTO”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SALVO “CÃODUTO”.

 

Escrever “Textões” aqui é temerário, mas, há assuntos que são necessários.

Muitos lerão por curiosidade diante do titulo deste texto, e a maioria nem lerá, isso seria pena, pois, desta vez o assunto é de interesse social. Agora que já te irritei com este preâmbulo desnecessário vamos ao assunto…! É notório até para quem não é observador, (pois, seria impossível não notar), o aumento da população de rua aqui em Copacabana bem como em toda à cidade. Mas, há um fenômeno quase recente acontecendo no comportamento desta “Classe Social” que causa curiosidade talvez em muitos, e interpretação errônea em outros tantos. Qual seria este fenômeno?! O número cada vez maior de moradores de rua com cães de estimação. Numa análise lógica, mas, superficial, já se chegou à conclusão que esta atitude de se ter como companhia o melhor amigo do homem, se deva a dois motivos. O primeiro seria por carência e o segundo motivo seria para arrumar mais donativos, aproveitando-se do charme encantador do “peludinho”. Mas, há um terceiro motivo que segundo observei, é o quê tem motivado este comportamento “afetivo” para com nosso amigo de quatro patas. Vamos a ele…?

O recolhimento dos moradores de rua está a cargo da SMASDH (Secretaria Municipal de Assistência social e Direitos Humanos), o Serviço da Assistência Social é um trabalho de acolhimento e depende do aceite do público-alvo. A pessoa que está na rua não pode ser levada à força para um abrigo.

Há um termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado entre o Ministério Público e o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, que proíbe que a população adulta em situação de rua seja removida de forma compulsória ou involuntária, ressalvadas as hipóteses de determinação médica ou judicial.

Se isso não bastasse este órgão vem “enxugando gelo” em seu trabalho, pois, além de ter que usar de psicologia com muita conversa para convencer o cidadão a se recolher para ressocialização,sempre sofreu à situação de uma estrutura que tem cada vez menos agentes em relação ao número crescente da população de rua.

Pois bem, este trabalho sempre teve um grande impasse, pois eram poucos os recolhidos devido ao resguardo legal. Sempre quem aceita a assistência, em sua maioria é a pessoa que esta em situação precária de saúde e com intuito de sobrevivência deixa-se ser recolhido e quando se sente “apto” retorna à rua sem passar pelo processo de ressocialização.

Não bastasse todos estes entraves, agora temos o quê eu batizei de “Salvo Cãoduto”. Pensem comigo! Se o morador de rua possui um cão, para onde este será levado caso ele seja recolhido? Irá para o abrigo? Para uma instituição de proteção aos animais? Trinta moradores recolhidos seriam trinta cães sem destino numa progressão aritmética. Com essa atitude pensada, muitos moradores de rua estão aumentando a situação de entrave do recolhimento que na verdade já vinha arrastando-se sem sua ajuda. E assim, ficamos cada vez mais impotentes diante do aumento dessa desordem.

A nós em relação ao social neste país só resta à máxima!

“Nada está tão ruim que não possa piorar”!

E para sobreviver a isso tudo, usamos um raciocínio atemporal, onde temos saudade do passado, pois, o presente nos causa medo e este só nos deixa tranquilos, porque no andar da carruagem o futuro nos causa pavor.

DENILSON GUEDES (BANDEIRINHA)

Rio de Janeiro 04/06/19.

 

 

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